Agarro
Na minha última humilhação
E sem ir embora da minha terra
Emigro para o Norte de Moçambique
Com uma primavera de balas ao ombro.
E lá
No Norte almoço raízes
Bebo restos de chuva onde bebem os bichos
No descanso em vez da minha primavera de balas
Pego no cabo da minha primavera de milhos
E faço machamba ou se for preciso
Rastejar sobre os cotovelos
E os joelhos
Rastejo.
Depois
Escondido em posição no meio do mato
Com a minha primavera de balas apontada
Faço desabrochar no dólman do sr. Capitão
As mais vermelhas flores florindo
O duro preço da nossa bela
Liberdade reconquistada
Aos tiros!
ecoou por África o grito que ouvi / a dizer à morte para me poupar (Jaime Ferreri)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
terça-feira, 15 de novembro de 2016
#20 - ERVA, Carl Sandburg
Amontoem cadáveres em Austerlitz e Waterloo,
Enterrem-mos bem e deixem-me à solta --
Eu sou a erva, escondo tudo.
Montes de corpos em Gettysburg
E montes de corpos em Ypres e Verdun.
Enterrem-mos bem e deixem-me à solta.
Dois anos, dez anos, e os passageiros para o condutor:
Que sítio é este?
Agora, onde estamos?
Eu sou a erva,
Deixem-me à solta.
(versão de Jorge de Sena)
Enterrem-mos bem e deixem-me à solta --
Eu sou a erva, escondo tudo.
Montes de corpos em Gettysburg
E montes de corpos em Ypres e Verdun.
Enterrem-mos bem e deixem-me à solta.
Dois anos, dez anos, e os passageiros para o condutor:
Que sítio é este?
Agora, onde estamos?
Eu sou a erva,
Deixem-me à solta.
(versão de Jorge de Sena)
Subscrever:
Mensagens (Atom)